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NO LIMITE DA DOR

O que mais me chama a atenção na medicina intervencionista da dor é a proposta de conhecer nossos limites e trabalhar dentro destes no controle da dor do paciente. É um verdadeiro desafio. Inovação porém baseada em evidências.

Atendemos casos onde a dor é insuportável. Não é por acaso que esta especialidade teve origem na guerra, mais especificamente, na 2ª Guerra Mundial, para atender soldados feridos. A comunidade científica especializada nesta área de atuação tem em seu DNA a cultura multidisciplinar. Ou seja, interagir com equipes de especialistas de múltiplas disciplinas.

Semelhante a que acontece nos estudos climáticos, onde cientistas de várias áreas se reúnem para dialogar e pensar as conexões, nós também temos que trocar as muitas experiências, compartilhar e produzir artigos científicos respeitando as fronteiras de cada área.

Dentro destas leituras, os estudos revelam achados que podem ser traduzidos para o dia a dia das pessoas. Evitar que as dores persistentes se tornem crônicas está na pauta das pesquisas, assim como apresentar soluções de terapias para as dores consideradas intratáveis.

Em grupos de pesquisa, os médicos debruçam em estudos de modalidades de dor, a exemplo de dor de cabeça, coluna, joelhos e articulações. Os estudos se aprofundam para revelar níveis de incidência e características.

Cientistas renomados em Centros de Excelência Mundial estão produzindo tratados significativos com o rigor de análises criteriosas. Traduzir estes estudos em uma linguagem simples que possa responder dúvidas simples faz parte da minha jornada pessoal.

Neste campo também é possível identificar os impactos nocivos de alguns costumes e hábitos que têm efeito negativo sobre a saúde. O uso constante de salto alto, por exemplo, oferece algum risco?

Esse primeiro mês já tiveram uma mostra de como abordaremos esses temas em nossa coluna semanal com link direto para o blog Mundo Sem Dor, projeto pessoal que ganha novos contornos. E pensar que este projeto nasceu da proposta de compartilhar estudos da fibromialgia (dor crônica e generalizada) e as dores de coluna…

O nome Mundo sem Dor parece uma utopia, porém, remete à busca do paciente em reconquistar sua qualidade de vida mediante o alívio da dor — o meu ideal na medicina da dor.

O tema dor ganha mais e mais espaço e no início de junho foi um dos temas da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada pelo Instituto Brasileiro e Estatística (IBGE).

Dores nas costas, problemas no pescoço ou na nuca aparecem em segundo lugar como os principais motivos pela falta no trabalho ou nos estudos.

Já as dores nos braços ou nas mãos, artrites, reumatismos e as doenças Ortopédicas Relacionadas ao Trabalho (DORT), ou Lesão por Esforço Repetitivo (LER), foram apontadas em terceiro lugar.

Atualização: no IV Congresso Sobramid (jul/2017), foram divulgados um mapeamento da dor no Brasil da SBED com o IBGE, para o período 2015-2016. Clique para conferir o mapa e as muitas novidades do congresso.

Continuando com nossa série sobre Artrose e tratamentos intervencionistas, clique para ler sobre:

dor no joelho causada por osteoartrite

VISCOSUPLEMENTAÇÃO EM ARTROSE DE JOELHO

Confira também: Nascemos com a capacidade de superar dificuldades ou aprendemos com a vida?

 

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