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HERPES ZOSTER PODE SER PREVENIDO POR VACINA

Já falamos aqui no Mundo sem Dor sobre a dor do herpes zóster e as modalidades de tratamento intervencionista para o alívio desta dor e falamos da possibilidade de os grupos de risco se prevenirem contra a enfermidade. Hoje veiculamos uma matéria de utilidade pública, “Herpes Zoster é sério, mas pode ser prevenido por vacina”, emitida pela Sociedade Brasileira de Imunizações e publicada em portais do governo. Sabe-se que as pessoas acima de 50 anos são as que mais têm risco da reativação do virus.

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O herpes zóster, conhecido popularmente como cobreiro, é o resultado da reativação do vírus da catapora (o Varicela-zoster) adormecido nos gânglios de pessoas que tiveram a enfermidade em algum momento da vida. Embora não mate, é capaz de causar dores muito intensas por um longo período. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), um a cada três indivíduos sofrerá com o problema.

A queda de imunidade relacionada ao envelhecimento é o principal fator de risco, razão pela qual o herpes zóster costuma ocorrer após os 50 anos (principalmente depois dos 60) e se torna mais comum com o passar do tempo: estima-se que as chances de ter a doença cheguem a 50% nos maiores de 85 anos. Outras condições que podem favorecer a ação do vírus são afecções que debilitam o sistema imunológico, casos de HIV/AIDS e câncer, por exemplo, e também o uso de medicamentos que deprimem o sistema imune.

Sinais, sintomas e tratamento

A manifestação típica do herpes zóster são as chamadas vesículas, ferimentos em forma de bolhas que atingem um dos hemisférios do corpo — tronco, coxa e rosto são as áreas mais afetadas. Também é possível haver, além da já citada dor intensa, coceira, formigamento, ardência, febre e diarreia. Infelizmente, ainda não há cura nem tratamento específico. Em geral, são usados analgésicos para reduzir o desconforto e antivirais para inibir a replicação do vírus.

Complicações

Na maioria das vezes, o herpes zóster desaparece completamente após algumas semanas. No entanto, entre 10% a 15% dos acometidos pelo distúrbio desenvolvem neuralgia pós-herpética (NPH), caracterizada pela cronificação das dores por meses ou anos. Esta situação reduz drasticamente a qualidade de vida, uma vez que impede de realizar atividades comuns como dirigir e levantar objetos. A depressão é comum em pessoas com NPH.

Outro quadro que demanda extrema atenção é a ocorrência de vesículas próximas aos olhos, que podem levar à cegueira permanente.

Prevenção

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir o herpes zóster. Ela está indicada a partir dos 50 anos em dose única. As contraindicações desta vacina são: uso em gestantes, pessoas imunodeprimidas, com tuberculose ativa não tratada e alérgicos a algum dos componentes da fórmula. Aqueles que já tiveram a doença devem aguardar ao menos um ano para se vacinar.

A vacina é extremamente segura. Testes com mais de 50 mil idosos — incluindo pessoas na faixa de 70 a 80 anos com doenças de base — demonstraram que os eventos adversos mais comuns foram reações locais leves a moderadas (34% dos vacinados), febre (menos de 1%), sintomas respiratórios (1,7%), diarreia (1,5%), alterações na pele (1,1%) e cansaço (1%).

A vacina tem eficácia de cerca de 60% contra a doença e de cerca de 70% contra as dores crônicas. Por enquanto, apenas as clínicas particulares a oferecem.

Importante lembrar que após um quadro de herpes zóster é preciso aguardar um ano para receber a vacina.

Saiba mais sobre a vacina herpes zóster e outras indicadas aos maiores de 60 anos no site da Campanha Quem é Sênior vacina (www.familia.sbim.org.br/quemeseniorvacina) e no Portal Família SBIm (www.familia.sbim.org.br).

Texto RM Comunicação

 

 

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