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FRATURA VERTEBRAL POR COMPRESSÃO

Lesão comum entre idosos com osteoporose, principalmente mulheres

As fraturas vertebrais são classificados em 3 tipos: compressão, distração e rotação, e dentro destes três grupos ainda tem as subclassificações.

Hoje falaremos sobre fraturas por compressão, que podem ser uma das causas de dor nas costas. Ocorre quando a força compressora na parte anterior do corpo vertebral supera a resistência do osso da vértebra. O osso, não suportando mais a carga, sofre o colapso ou fratura.

O resultado disso é a angulação da vértebra e a redução de sua altura, e muito possivelmente, a pressão nos nervos e estruturas moles ao redor. Fragmentos da fratura também podem deslocar, pressionando estruturas vizinhas e causando dor.

É bastante comum entre pacientes idosos com osteoporose – especialmente do sexo feminino, porém, pode ocorrer entre pessoas mais novas, de cinquenta, ou até quarenta anos.

Veja na ilustração o que acontece:

fratura vertebral por compressao

Ilustração da fratura vertebral por compressão com diminuição de altura e mudança de angulação.

 

fratura_compressão_TC

Imagem de tomografia computadorizada (TC) mostra a fratura vertebral por compressão.

A fratura por compressão acontece quando há:

1. resistência normal do osso e força excessiva (traumática); ou
2. força normal mas osso enfraquecido (degenerativa).

Para ser considerada comprimida, a vértebra teria de ter perdido pelo menos 15 a 20% da sua altura. Imagens de RX e TC são importantes aliados no diagnóstico destas lesões.

Em qual região da coluna as fraturas mais ocorrem?

Aproximadamente 40,5% de todas as fraturas de coluna vertebral são encontradas no segmento toracolombar, sendo a fratura do tipo compressão observada em 10 a 20% dos casos. Além dos casos de trauma, a fratura por compressão também ocorre em quadros de osteoporose ou doença degenerativa da coluna, e alguns casos de deformidade de coluna.

dr_charles_oliveira_Fratura_Corpo_vertebral

O que pode causar a fratura?

– trauma após acidente de trânsito ou queda de alturas
– ruptura ou deslocamento de disco, ex.: hérnia de disco
– deformidade da coluna vertebral, ex. cifose
– degeneração das vértebras por osteoporose ou osteogênese imperfeita (OI)
– lesões líticas de tumores metastáticos ou primários, ex. osteoma osteóide*
– infecção, ex. mal de Potts*

*Estas duas últimas são mais raras.

Quais os sinais?

Os sintomas físicos primários de fraturas vertebrais poderão se manifestar com uma ou mais das seguintes características:
– Início súbito de dor nas costas
– Aumento da dor quando em pé ou andando
– Alívio da dor variável quando deitado
– Mobilidade limitada da coluna vertebral
– Fraqueza ou dormência nas pernas
– Diminuição da estatura
– Deformidade e incapacidade
– Falta de ar

Vou precisar de cirurgia?

Quando o paciente tem uma lesão vertebral, adotamos primeiro o tratamento convencional não-cirúrgico. Se a dor e os sintomas não diminuírem, seguindo alguns critérios, seu médico poderá lhe indicar tratamento intervencionista minimamente invasivo. Em outros casos, como em uma lesão medular, por exemplo, a cirurgia pode ser a indicação.

Quando a medula espinhal é lesionada, ou quando sua integridade está em risco, a descompressão cirúrgica da medula é indicada, seguida da estabilização
da coluna com material de síntese.

Em todas as instâncias é necessária a reabilitação fisioterápica.

Tratamento Convencional Não-cirúrgico

Analgésicos
Colete ou cinto
Fisioterapia

Tratamento Intervencionista

Minimamente invasivo

Bloqueio anestésico peridural – consiste da injeção de um anestésico e anti-inflamatório para aliviar a dor. Esta opção terapêutica pode ser utilizada para
várias patologias da coluna. A duração média do efeito da injeção de corticóide é de 3 semanas.

E, se associar o bloqueio com fisioterapia, é possível ter alívio da dor por tempo muito superior a estas três semanas.

Mas, como todo tratamento, esta terapia tem um limite. No período de um ano, é aceitável um máximo de 3 injeções peridurais com corticóide, com período de descanso de no mínimo 2 semanas.

Cirúrgico
A vertebroplastia e a cifoplastia são técnicas percutâneas utilizadas para estabilizar a vértebra fraturada nas fraturas por compressão, principalmente entre pacientes osteoporóticos. Elas também podem ser usadas para o tratamento de fraturas patológicas (causadas por tumor).

E qual é a diferença entre as duas técnicas?

Embora ambas utilizem o cimento biocompatível, a cifoplastia permite ganho de altura do corpo vertebral. Se o paciente tem dor radicular, por retropulsão do muro posterior do corpo vertebral, ele não irá melhorar esse sintoma com vertebroplastia, mas poderá melhorar com a cifo.

Na vertebroplastia, a vértebra é preenchida com um cimento biocompatível (complicações possíveis: perda do alinhamento, permanência da compressão anterior).

vertebroplastia

Vertebroplastia. A -Visão lateral; B – visão anteroposterior da colocação de agulha no pedículo em preparação para preenchimento com cimento biocompatível.

Cifoplastia – leia post do nosso acervo com explicação e fotos do procedimento>>

CUIDADOS PREVENTIVOS
A melhor prevenção é tentar manter a coluna forte e saudável mediante:

-exercício físico regular
-dieta equilibrado contendo cálcio, vitamina D e fósforo
-manutenção de um peso saudável
-evitar consumo de cigarros e uso excessivo de álcool – o tabagismo contribui para a perda da densidade óssea e o álcool inibe a formação óssea
-ingestão de 6 a 8 copos de água por dia
-prática da boa postura – em uma coluna neutra as curvas da coluna ficam em equilíbrio, evitando sobrecarga em uma ou outra

Clique e confira mais sobre o assunto de fraturas e dor na coluna: Fraturas de fêmur em idosos – diminuindo o risco ou Dor na Coluna Lombar

Sabia que as 4 principais causas de dor na coluna são:
1 – Artrose – maior responsável pelas dores da coluna cervical e segunda maior causa na coluna lombar;
2 – Dor discogênica (originada no disco vertebral) – principal causa de dor na coluna lombar e a segunda na coluna cervical;
3 – Dor sacroilíaca – terceira maior causa de dor lombar;
4 – Hérnias de disco – mais conhecida, porém não tão prevalente como as demais citadas.

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