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AS 5 LIÇÕES DO NOBEL DE MATEMÁTICA PARA FISIOTERAPEUTAS

Trabalho com o Rodrigo Vasconcelos desde que abrimos o Singular em 2009. Rodrigo dedica um dia de sua semana conosco no Singular e os demais no Instituto Wilson Mello. Ao longo desses anos pude ver quão dedicado é à fisioterapia, principal motivo pelo qual se tornou um líder e referência para seus colegas, angariando admiração e respeito de toda comunidade médica. Atualmente trabalha em seu pós-doutorado e orienta futuros mestres. Com essa bagagem, com propriedade, traz-nos reflexões sobre sua profissão, postadas em seu facebook. Com sua permissão, reproduzo aqui.

AS 5 LICÕES DO NOBEL DE MATEMÁTICA PARA FISIOTERAPEUTAS
texto de Rodrigo Vasconcelos

Sempre é importante observarmos exemplos de “Outliers” ou seja pessoas fora da curva em suas funções ou profissões para motivarmos a alcançar objetivos. Fiquei muito feliz com a vitória deste jovem rapaz Artur Ávila e lendo suas matérias fiz uma breve reflexão do que tirar da História magnífica deste rapaz para nossa profissão.

Photo Credit: Jornal La Nación

Photo Credit: Jornal La Nación

1- Começo com um pouco de fantasia, pois nosso cérebro adora fazer associações simples tipo 2 + 2 = 4, mas olha que interessante o que o ÁVILA estuda: Sistemas Caóticos Dinâmicos. Se você trabalha com terapia manipulativa, osteopatia e quiropraxia, deve estar tendo delírios neste momento. Imagina se este cara fosse Osteopata ou fascinado por Fasciais. Muito legal o que ele diz:

” Dentre esses sistemas, uma classe importante são os sistemas dinâmicos caóticos. Na linguagem coloquial, caos está ligado a ideia de desordem completa, mas, na matemática, trata-se de um termo geral para processos com extrema sensibilidade às menores perturbações, em que pequenas alterações na situação inicial provocam modificações dramáticas na evolução do sistema. O exemplo clássico é do bater de asas de uma borboleta no hemisfério Sul que multiplica-se e acumula-se, influenciando a ocorrência de uma tempestade no Japão.”

2- FAZER O QUE SE GOSTA : em entrevista anterior ao publicado na Terra, Ávila diz não se considerar um gênio. O segredo, segundo ele, está em fazer o que se gosta. “Eu vou conhecendo tão bem os problemas, que me sinto muito motivado em resolver aquilo que não consigo entender, em quebrar essa barreira. Eu acho isso muito importante, estar motivado. Acho que é isso que faz a gente se dar bem no trabalho, a ter reconhecimento e até ganhar prêmios. Se você não se interessar realmente pelos objetos com os quais trabalha, não vai a lugar algum”, completa.
Minha dica – Este recado é destinado a clínicos, lógico, mas também a mestrandos e doutorandos : escolha como tema de sua tese um assunto pelo qual você é apaixonado. Não escolha o primeiro orientador que lhe der vaga. Ao fazer somente pelo título, sua vida vai se transformar em um inferno. Não vale a pena.

3- DEDICAÇÃO EXTREMA. Não ache que o ÁVILA É GÊNIO SOMENTE e foi com um estalar de dedos que o prêmio chegou as suas mãos. Ele seguiu a teoria dos 10 anos necessários para tornar-se um expert no que faz. Fez graduação, mestrado, doutorado e pós doutorado. Segue aqui o relato de seu orientador no Doutorado : Artur não é só um jovem brilhante, mas também extremamente dedicado”, diz Welington de Melo, pesquisador do Impa, que orientou o doutorado de Avila. Artur pegou a bagagem que acumulou no Impa e foi além. Ele é muito produtivo, tem grande capacidade de concentração e não faz nada que não seja profundo – elogia. Ou seja, mesmo com uma inteligência muito acima da média, a dedicação e sacrifício para o sucesso sempre será um mantra para a vitória.

4-FOCO. Ávila mesmo sendo um Gênio viu que para atingir seu objetivo de carreira, optou por não dar aulas, mas sim focar em pesquisa para provar as teorias no qual trabalha. Em nossa área, é primordial para se conseguir um lugar ao sol, o recém formado não fazer cursos de estética, respiratório, terapia manual, reabilitação de joelho etc.. Você afinal é bom em que ???? Tenha foco, disciplina e metas traçadas.

5- O ÚLTIMO E MAIS IMPORTANTE – A HUMILDADE. “O anúncio me surpreendeu. Eu não esperava ter chances em 2014 (…) Minha reação inicial foi mais de alívio que de outra coisa, já que o prêmio agora significa que não vou ter de passar por mais quatro anos de pressão. Quando comecei como matemático, nem pensava nesse tipo de prêmio. Mas, desde 2008, começou a se falar nessa possibilidade e ficou impossível ignorar”, disse Avila, em comunicado divulgado pelo Impa. “O que eu mais queria (e continuo querendo) é fazer matemática da mesma maneira que no início. Por exemplo, escolhendo tópicos em que trabalhar por considerá-los atraentes, em vez de pensar em termos do reconhecimento que eles possam trazer.”

Que este exemplo motive todos nós !

BIO DR. RODRIGO VASCONCELOS

JÁ VIU?