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VISCOSUPLEMENTAÇÃO NO TRATAMENTO DA OSTEOARTRITE

Part II

Continuando o assunto sobre uma técnica de tratamento para a Osteoartrite (OA).

Esta doença acomete em torno de 80% da população acima de 60 anos, acometendo duas mulheres para cada homem. Pessoas com sobrepeso e com histórico familiar também são mais afetadas.

Incomoda principalmente pela dor crônica e a limitação progressiva que impõe às atividades do dia-a-dia. A medida que a doença evolui, a pessoa vê reduzida sua capacidade de movimentar e de realizar as pequenas tarefas cotidianas. Entre as mulheres, quando ocorre nas mãos, há também uma preocupação estética.

O ácido hialurônico (AH) está presente em todos os órgãos do nosso corpo. Mais da metade fica em nossa pele, mantendo o volume dela, pois preenche os espaços entre as células. Também lubrifica nossas articulações. Com a idade, o AH diminui, e por consequência a hidratação e a elasticidade dos tecidos onde ele esta presente.

Na medicina estética, o ácido hialurônico (AH) é usado para o preenchimento de rugas ou sulcos, ou para dar volume, ex.: lábios, linha de expressão. No tratamento da dor e na ortopedia e medicina do esporte, é utilizado em uma terapia intra-articular para a OSTEOARTRITE de graus II e III – nominada viscosuplementação.

Técnica da Viscosuplementação

O AH é infiltrado na articulação para melhorar a viscosidade do fluído sinovial, o fluído viscoso que lubrifica as articulações. Aumenta a profundidade da cartilagem pois hidrata-a e a deixa avolumada. Com uma lubrificação maior, a dor no movimento da articulação tende a reduzir.

Por que fazer a infiltração?

Injetar o AH pode:

–Melhorar a viscosidade do fluído sinovial (lubrificante).
–Reduzir a dor e o inchaço dentro da articulação.
–Aumentar a espessura da cartilagem nas superfícies que suportam o peso.

Como é feita?

Um anestésico local é aplicado na pele com uma agulha de insulina, bastante fina. SEm seguida, com uma outra agulha, o médico injeta ácido hialurônico (AH) dentro da articulação. As articulações grandes (ombro, quadril, joelho) precisam de doses maiores que as pequenas (punho, cotovelo e tornozelo). Normalmente os protocolos sugerem 3 injeções com intervalos de 1-3 semanas entre cada.

O procedimento pode ser realizado às cegas, guiado por fluorosocopia (raio X) ou ultrassonografia, esta última minha técnica preferida. O uso de imagens para guiar a punção aumentam a acurácia do procedimento.

Como vou saber se o tratamento funcionou?

Nas articulações grandes, geralmente a melhora é sentida depois da 3ª. infiltração e nas pequenas, a melhora é observada mais rápidamente.

Qual é a média de tempo antes que se note a melhora?

Em pessoas com a OA moderada, de 6-12 meses, no entanto, as pessoas com a OA degenerativa severa, podem não notar melhora. Se notar nítida melhora, o ciclo pode ser repetido depois de 6-12 meses.

A sedação não é necessária e o procedimento não necessita de internação.

Mas, lembrem-se, o tratamento de OA não se resume apenas à Viscosuplementação. É multidisciplinar. Busca-se a melhora clínica, mecânica e funcional do paciente. O engajamento da pessoa na sua própria reabilitação também é essencial. E a atividade física é sempre indicada — neste caso, orientado por profissional habilitado.

Leitura Complementar

SE AINDA NÃO LEU OSTEOARTRITE PARTE I, ACESSE aqui.

MEDICINA REGENERATIVA: INJEÇÕES DE PRP TRATAMENTO SEM RISCOS

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Atualizado em 17 de junho de 2015

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