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Tratamentos da dor discogênica

Dando sequência à dor discogênica, vamos falar hoje sobre os tratamentos.

Trabalhos de Nakamura datados de 1996 concluíram que os discos intervertebrais lombares baixos teriam suas inervações conduzidas através dos ramos comunicantes e cadeia simpática até o gânglio da raíz dorsal de L2 (GRDL2). Baseado nestes estudos primários, Gauci (Londres) e nós do Singular(Campinas), passamos a trabalhar nestes alvos para diagnOsticar e tratar as dores discogênicas.

bloqueio gânglio da raíz dorsal de L2

Nossa primeira abordagem, quando suspeitamos de dor discogência, é fazer um bloqueio diagnóstico com 0,5ml de anestésico local no GRDL2 direito e esquerdo. Havendo melhora da dor acreditamos que se trata de uma dor de origem discogênica. Se esta dor retornar, indicamos então uma radiofrequência pulsada neste mesmo alvo. Assim, esperamos que a melhora da dor seja mais duradoura quando comparado ao bloqueio com anestésico local; viabilizando uma reabilitação física mais efetiva.

Se não há melhora com o bloqueio diagnóstico do DRGL2, verificaremos através de novos bloqueios diagnósticos, se a causa da dor possa vir das articulações sacroilíacas, das facetas articulares ou de músculos (dor miofascial). Se nada esclarecer o caso, partiremos para discografia provocativa, tema de nosso último post.

Há procedimentos intradiscais que prometem promover  a denervação dos receptores de dor do disco intervertebral, os quais estão localizados no 1/3 externo do disco intervertebral. Para isso,  utilizamos técnicas de radiofrequência como os materiais IDET e Transdiscal.

procedimento intradiscal IDET

O alívio da dor obtido pelos procedimentos de dor será prolongado com mudanças de atitude de vida tais como perda de peso, atividade física regular, reforço dos músculos estabilizadores da coluna. Bom, isso é tema para outro dia.

Você pode ler sobre esses trabalhos nossos no http://www.singular.med.br/midia/producao-cientifica.html

Boa semana!

JÁ VIU?