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FASCITE PLANTAR

Fascite, ou fasceíte, plantar é uma condição causada por inflamação ou degeneração da fáscia plantar – o ligamento na sola do pé que liga os dedos do pé ao calcanhar e que dá sustentação ao arco do pé.

desenho da anatomia do pé mostrando tendões, calcanhar, fáscia plantar e ossos metatarsos

F áscia plantar – ligamento que consiste de um feixe de músculos recoberto por um tecido conjuntivo fibroso e pouco elástico. Crédito imagem: girlsgonestrong.com

A estrutura pode sofrer pequenas rupturas no tecido, que inflamam, ou outros danos, devido a cargas e esforços repetitivos na realização de atividades de alto impacto. Calçados inadequados também podem danificar e alterar a fáscia.

Sintomas

Um dos principais sintomas é a dor na parte inferior do calcanhar ou na sola do pé, pior de manhã (ao dar os primeiros passos depois de levantar da cama), mas, com melhora ao longo do dia. Também ocorre quando a pessoa fica parada por muito tempo e se levanta, por exemplo, no cinema. A dor é descrita como em facadas e há enrijecimento do pé.

A dor pode continuar por período prolongado, pois, complicações como a formação de tecido cicatricial devido à inflamação contínua podem ocorrer. Um quadro assim é mais difícil de tratar e a dor pode se tornar crônica, impactando o dia-a-dia da pessoa, seu trabalho, seu sono.

Uma outra causa de dor pode ser a lesão ou pinçamento de um nervo. Isto caracteriza a dor neurálgica, que tem como sintomas: choquinhos, falta de sensibilidade ou fraqueza,

Quem mais sofre de fascite plantar são pessoas entre 40 a 60 anos, sendo mais comum entre mulheres. A desordem tem impacto negativo sobre função física e qualidade de vida.

Fatores de risco

Os fatores de risco incluem: a idade; profissões que exigem movimentos de pressão repetitivos por muito tempo (ficar em pé ou na ponta do pé como atletas, bailarinos, corredores; a obesidade; calçados inadequados (sem suporte adequado para o arco do pé e amortecimento para o calcanhar), gravidez (mães que ganharam peso rapidamente); pé chato; e alterações biomecânicas (alinhamento, movimento, distribuição de carga e desempenho muscular) das estruturas envolvidas na marcha.

>> Matéria no blog – Dor nos pés: razão para evitar o salto alto<<

Tratamento médico

O tratamento médico da fascite plantar tem três objetivos básicos:
1) reduzir a dor
2) restaurar a mecânica do pé (alinhamento, movimento, e distribuição da carga)
3) permitir ao paciente retomar suas atividades do dia-a-dia.

A primeira linha de tratamento consiste da aplicação de gelo; alongamentos; repouso, massagens; o uso de calçados adequados, palmilhas, botas ortopédicas; analgésicos, anti-inflamatórios orais; e fisioterapia.

Uma segunda linha utiliza a terapia por ondas de choque que estimula o músculo ao mesmo tempo que reduz a dor, e a infiltração do calcanhar com anti-inflamatórios e analgésicos.

A terceira linha são os bloqueios de dor com Radiofrequência e a PRP, quando a dor persiste.

Não é necessário o tratamento cirúrgico e, durante o tratamento, o paciente pode continuar a fazer atividade física contanto que evite o alto impacto sobre o calcanhar.

Prevenção

Crédito Imagem: Healthline. Para ver os exercícios com animação, clique aqui.

Fascite plantar vs esporão do calcâneo

25% dos casos de fascite plantar revelam esporões do calcâneo (bicos de papagaio), que são saliências pontiagudas, compostas de depósitos de cálcio, com formato de gancho, parecida com a espora de um galo.

Esporões do calcâneo podem provocar dor aguda, em pontada, que piora com o movimento e melhora com o repouso. Eles formam quando há tensão excessiva sobre o calcanhar, exercida pelo tendão de Aquiles ou pela fáscia plantar.

Quando não existem esporas, a condição é chamada de fascite plantar, ou seja, descreve a condição envolvendo o ligamento. O tratamento do esporão é mais complicado que o da fascite, pois, pode envolver a cirurgia.

 

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