BLOG

pontogatilho

Dor Miofascial (II)…parece que tudo dói…

Atualizado em 21/03/2016

Já se passou uma semana desde a publicação da Parte I do post da Síndrome de Dor Miofascial (SDM), então vamos repassar bem rapidinho a sua definição. É uma dor muscular crônica caracterizada pela presença de pontos hipersensíveis nos músculos ou trigger points (pontos gatilho). Doem quando são palpados e a dor pode irradiar pelo músculo e ser sentida em outro lugar, às vezes até bem distante do ponto gatilho.

Causas comuns são estresse e posturas incorretas adotadas por muito tempo. Ex. um funcionário de escritório que senta numa posição só por longas horas fazendo algum trabalho que lhe gera estresse, mascar chicletes por horas, podem desenvolver pontos-gatilho de dor.

 

 

 

 

 

 

A síndrome pode causar: dor de cabeça, dor no pescoço, dor na mandíbula, dor lombar, dor pélvica e dores nos braços e pernas.

Para chegar a um diagnóstico, seu médico realizará um exame clínico durante o qual palpará as áreas doloridas para achar as áreas tensas e os trigger points. Quando estas são encontradas, ele/a poderá pressioná-las para ver a resposta do músculo. A termografia tem sido útil como teste diagnóstico porque mostra os pontos-gatilho como pontos aquecidos hiperradiantes.

Critérios Diagnósticos

  1. Ponto-gatilho ativo – uma área de hipersensibilidade que geralmente fica dentro do músculo esquelético e que é associado com dor local ou regional.
  2. Ponto-gatilho latente – uma área inativa que tem o potencial de agir como ponto-gatilho.
  3. Banda tensa palpável em músculo esquelético, dá para sentir as fibras musculares tensas. A estimulação causa o “twitch”, inglês para a resposta de contração  quando o nódulo é estimulado.
  4. Área de hipersensibilidade dentro de uma banda tensa muscular
  5. Dor referida: refere-se a dor numa região distal ao ponto-gatilho, aonde sinais idênticos podem ocorrer
  6. “Sinal do pulo”, ou seja, reação de retirada à palpação dos nódulos
  7. Fraqueza muscular e músculo em aperto
  8. Dor com alongamento ou contração do músculo afetado

Tratamentos

Agulhamento seco de ponto gatilho (ponto doloroso)

Agulhamento com anestésico – esta técnica intervencionista envolve a inserção de uma pequena agulha no ponto-gatilho. A aplicação contém anestésico local que às vezes inclui um corticóide e serve para desativar o ponto-gatilho e aliviar a dor. Geralmente, após um período curto de tratamento, o paciente tem alívio por um bom tempo. O procedimento leva poucos minutos e pode ser feito no consultório do seu médico da dor. Numa única consulta, vários locais podem ser tratados.

Agulhamento a seco – se um paciente tem alergia a algum medicamento, seu médico intervencionista pode usar esta técnica. Serve para desativar o ponto-gatilho. –

Acupuntura – neste tratamento, o profissional introduz agulhas bem fininhas em pontos específicos do corpo. Para a Medicina Tradicional Chinesa, isto ajuda a aliviar a dor porque promove um reequilíbrio da energia vital que circula em seu corpo. Tem estudos que comprovam a eficácia da acupuntura no tratamento de dor, mas, sempre devem certificar-se de que seu acupunturista tem formação para tal e pratica Medicina Baseada em Evidências.

Psicológico – atividades de relaxamento para reduzir a tensão, modificação dos antecedentes psicológicos à tensão muscular, assim como modificação das consequências psicológicas à hiperatividade muscular. O tratamento para a SDM deverá ser na medida do problema. Pacientes com dor transitória e rápida, geralmente associada com problemas diferentes, deverão passar por intervenções limitadas e curtas, tal como relaxamento em casa com o auxílio de áudio.

Medicamentoso – em alguns casos usa-se medicamentos para tratar outras condições que ocorrem junto com a dor miofascial, tais como insônia e depressão.

Fisioterapia – consiste basicamente de um programa de exercícios de alongamento, massagem e reeducação postural (postura incorreta pode sobrecarregar os músculos da região lombar por exemplo).

Finalmente, a atividade física regular, relaxamento e alimentação saudável fazem parte de um estilo de vida saudável que poderá prevenir esta síndrome de dor.  É claro que muitos já devem ter ouvido este último conselho por muitas vezes, mas como diz o provérbio Zen:

[quotes style=”classic” align=”center” author=””]Saber e não fazer é igual a não saber.[/quotes]

Tenham um bom final de semana e um bom descanso!

(Fonte dos Critérios Diagnósticos: SBED- Sociedade Brasileira da Dor)

JÁ VIU?