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Dor de cabeça que resiste a tratamento

Parte III – Dor de Cabeça Refratária

Já falamos sobre cefaléias e suas várias categorias. Hoje abordaremos a dor de cabeça refratária, ou seja, a que resiste ao tratamento farmacológico, terceira opção na escada analgésica, devemos avançar para o quarto degrau da escada analgésica e realizar bloqueios intervencionistas.

Primeiro realizamos bloqueios diagnósticos com o propósito de identificar a origem da dor de cabeça. Isto, é claro, aliado ao exame físico. A dor pode até ter origem numa artrose da coluna cervical e para aferir isto, bloqueios guiados por radioscopia são realizados dentro dessas articulações.

Procedimento intervencionista

Se a dor passa, concluímos o diagnóstico. Caso ela retorne, é possível realizar o mesmo procedimento fazendo uma ablação do nervo por radiofrequência, que proporciona analgesia por mais tempo.

Quando a dor é na região posterior da cabeça (região occipital) e se acentua no exame físico ao comprimir o trajeto dos nervos occipitais, realizamos bloqueios dos mesmos.

Frequentemente estão presentes pontos dolorosos na musculatura cervical conhecidos por pontos gatilhos. Estes podem ser desativados com infiltrações de anestésico local ou agulhamento seco (técnica de estimulação intramuscular) para controle da dor.

Outro tipo de dor de cabeça em que há indicação para bloqueio é a cefaleia de Horton ou cefaléia histamínica. Esta cursa com pálpebra caída (ptose), nariz escorrendo de um lado da face (rinorreia), dor incapacitante, e agitação. Neste caso a indicação é o bloqueio do gânglio esfenopalatino.

Dores do nervo trigêmeo conhecida por neuralgia do trigêmeo, também podem ser controladas com o uso da radiofrequência no gânglio de Gasser ou insuflação de um pequeno balão no mesmo alvo.

Todos os procedimentos citados são percutâneos; portanto, sem cortes.

A utilização de toxina botulínica (botox) para fins estéticos revelou a diminuição da frequência e intensidade da cefaléia de muitos, podendo ser uma opção apesar da necessidade de estudos mais consistentes em apoio ao seu uso.

Revisado em 17 de maio de 2015

7 Responses

  • jan 28, 2018

    Leontino, a suspeita de uma neuralgia é clinica e seu médico deve estar seguro sobre esse diagnóstico diferencial. Precisaria examina-la para entender melhor o caso.

    Dr Charles Oliveira jan 28, 2018
  • Ingrid
    ago 28, 2015

    Olá Dr. Charles,
    meu marido sofre de cefaleia refrataria a quase 10 anos. Começou com dores aos 4 anos de idade e hoje a dor é continua apesar de todos os medicamentos e tratamentos que tentamos. Todos os medicamentos padrão já foram utilizados (tem uma lista com 27 medicamentos que já foram utilziados e não tivemos efeito).
    Existe alguam possibilidade de fazer esses bloqueios? como devo proceder?

    Ingrid ago 28, 2015
  • Gabriela
    abr 30, 2015

    Boa tarde Dr. Charles, meu nome é Gabriela, tenho cefaléia em salvas episódica, desde os meus 15 anos, hoje tenho 31, e iniciei uma nova crise, tenho feito tratamento com medicação sistêmica, Corticoterapia e Verapramil, mas acho tão complicado usar esses remédios, pois me causam n reações adversas, nesse caso existe a possibilidade de fazer um bloqueio? Att Gabi

    Gabriela abr 30, 2015
    • Charles Oliveira
      maio 22, 2015

      Sim Gabriela. Os bloqueios no gânglio esfenopalatino, localizado na base do nariz é uma excelente alternativa apara casos como o seu. Esse procedimento é realizado sob sedação leve, guiado por raio X, percutâneo, sem cortes. Quando há boa resposta e a dor retorna, indico radiofrequencia do mesmo alvo.

      Charles Oliveira maio 22, 2015
    • jun 17, 2015

      Gabriela, uma ótima intervenção é um bloqueio/radiofrequência do Gânglio esfenopalatino. Melhora muito!

      Dr Charles Oliveira jun 17, 2015

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