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Que dorrr! Essa ciática!

DOR CIÁTICA

A dor ciática é um sintoma de algum problema com o nervo ciático – nervo ciático e região dolorosaum nervo grande que sai do cordão espinhal, passa pela região lombar, desce pelas nádegas e continua ao longo de cada perna.

Este nervo controla os músculos dos membros inferiores e é responsável pela sensibilidade da parte posterior da coxa, da panturrilha e da sola do pé. Quando uma pessoa tem ciática, sente dor, fraqueza, ardência, dormência ou formigamento.

A dor começa na região lombar da coluna e irradia ao longo da coxa até a batata da perna, o pé, ou até os dedos. Geralmente, ocorre somente em um lado do corpo.

Normalmente, essa dor para depois de alguns meses, muitas vezes sem qualquer tratamento específico, mas a ciática pode causar danos permanentes ao nervo.

CAUSAS

A dor ciática pode ser causada por uma compressão e/ou irritação do nervo ciático, como ocorre quando se tem uma hérnia de disco, a estenose espinha — um estreitamento do canal espinhal que comprime o nervo, uma degeneração de disco, espondilose, ou uma lesão como uma fratura da pelve. Em muitos casos a causa é desconhecida.

FATORES DE RISCO

Fatores de risco para a dor ciática incluem problemas de saúde, estilo de vida e qualidades inerentes, como idade ou etnia, que aumentam a probabilidade do indivíduo desenvolver uma condição. Os maiores fatores de risco incluem:

Idade. Mudanças na coluna relacionadas com a idade são uma causa comum da ciática. É provável que até os 40 anos uma pessoa já tenha alguma deterioração nos discos intervertebrais da coluna.

Ocupação. Um trabalho que requer girar bastante o tronco e a coluna, carregar peso, ou dirigir um veículo por longos períodos de tempo, deixa a pessoa mais suscetível a desenvolver a dor ciática.

Ficar sentada por longos períodos de tempo. Pessoas que ficam sentadas por muito tempo ou que levam uma vida sedentária são mais propensas a desenvolver a ciática do que pessoas ativas.

Diabetes. Esta condição, que afeta a maneira como o corpo utiliza a glicose sanguínea, aumenta o risco de danos ao nervo.

Complicações

Conforme a causa da compressão do nervo, outras complicações podem ocorrer, incluindo:

Perda de sensibilidade na perna afetada;
Perda de movimento na perna afetada;
Perda da função intestinal ou da bexiga*
*Nesse caso, deve-se procurar seu médico ou um PS imediatamente.

TRATAMENTO

O tratamento depende da causa do problema e pode incluir exercícios, medicamentos e cirurgia.

Em casa. Muitas pessoas tratam sua ciática em casa usando gelo, compressa quente, alongamento, exercício e analgésicos comprados direto da farmácia.

É indicado continuar as atividades normais para melhorar mais rapidamente, mas também é necessário evitar o que precipitou a dor em primeiro lugar. Embora descansar por um dia possa proporcionar algum alívio, ficar de cama por muito tempo não é o ideal. No longo prazo, a inatividade somente piora os sintomas.

Fisioterapia e Medicações. Além dessas medidas, o médico pode recomendar outras modalidades de tratamento como fisioterapia e medicações. A reabilitação fisioterápica visa evitar a recorrência de lesões mediante a correção postural, o fortalecimento dos músculos que dão suporte à coluna e o aumento de flexibilidade. Medicações incluem o analgésico, o anti-inflamatório, o relaxante muscular, e em alguns casos, quando necessário e por curto período de tempo, o opióide ou anti-depressivo tricíclico.

Injeção Epidural. Caso o paciente não responda ao tratamento conservador, a injeção epidural pode ser indicada pelo médico. Usando esta técnica minimamente invasiva, o médico intervencionista da dor injeta um corticóide na área afetada. Isto ajuda a suprimir a inflamação em torno do nervo irritado, aliviando assim a dor.

Como os corticóides podem ter efeitos colaterais, o número de injeções que uma pessoa pode receber é limitado e cabe ao médico intervencionista da dor determinar o curso de tratamento mais seguro em cada caso.

Cirurgia. É indicada quando o nervo comprimido causa fraqueza significante, incontinência urinária e intestinal ou quando a dor piora progressivamente ou não responde a outros tratamentos.

Revisado em 27/02/2016

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