I Congresso Internacional AAPMU: Ultrassom na Medicina da Dor

25 nov

Primeiro Congresso Internacional AAPMU 2015

Dr. Charles Amaral de Oliveira, a convite da AAPMU (American Academy of Pain Medicine Ultrasonography), integrará um painel global de médicos especialistas, referências em seus países na utilização da ultrassonografia na medicina da dor, que discutirão o tema, “Visões sobre Ultrassonografia ao Redor do Mundo”.

Dr. Charles, representará o Brasil e a América Latina falando sobre “Ultrassonografia na América Latina”.

O evento é organizado pela Associação Americana de Ultrassonografia na Medicina da Dor e as inscrições podem ser feitos online na aapmu.org

Profissionais da área, não percam o evento!

– Saiba mais informações e baixe o flyer 


Proloterapia

18 nov

Proloterapia

Esta terapia, bastante utilizada na medicina regenerativa, reduz a dor enquanto repara e fortalece tecidos articulares acometidos em lesões crônicas musculoesqueléticas. Trata luxações, distensões, lesões ou rupturas musculares, tendinosas ou ligamentares, assim como a dor crônica e rigidez proveniente da osteoartrite, ou dor lombar crônica.

O tratamento consiste de uma série de injeções de uma solução de irritante químico e substâncias em combinação, aplicadas ao longo de duas a seis semanas, com intervalos entre elas. O número de injeções varia de acordo com o indivíduo e da condição médica sendo tratado. Eficaz como tratamento, pode proporcionar alívio da dor por tempo prolongado ou até permanentemente.

Proloterapia meniscal

Proloterapia meniscal.
Fonte: www.journalofprolotherapy.com

O termo proloterapia (PT), do inglês proliferant therapy, literalmente quer dizer “terapia proliferante”. Foi adotado em meados dos anos 1950 quando percebeu-se que o tecido ligamentar ou as fibras tendinosas cresciam após as injeções de um irritante químico, ou seja, tinham “proliferado”.

Mas, nem sempre foi chamado assim. Quando seu uso foi iniciado há aproximadamente 75 anos, era conhecida como escleroterapia. Recebeu este nome porque ocorria a formação de tecido cicatricial, o que era causada pelas primeiras substâncias injetadas.

Como é a proloterapia

Injeta-se uma combinação de substâncias em solução:

1- um irritante químico (glicerina, fenol)

2- um agente osmótico (dextrose hipertônica, glicose, glicina)

3- um anestésico local (lidocaína, procaína, ou marcaína).

Opcional: quimiotáticos (derivados do óleo de fígado de bacalhau)

Tempo – o procedimento todo leva em torno de 30 minutos e pode ser realizado no consultório. Poucas horas depois o paciente pode retornar ao trabalho sem precisar de internação nem de repouso prolongado.

Devido às injeções da PT serem múltiplas, atingem os prováveis causadores da dor dentro e fora da articulação. Por isso, no caso da osteoartrite no joelho de origem multifatorial, esta técnica minimamente invasiva e regenerativa é considerada por muitos médicos primeira linha de tratamento.

Mecanismo de Ação – ainda não foi completamente esclarecido, mas, acredita-se que a injeção é interpretada pelo corpo como uma nova lesão, portanto, a PT estimula o corpo a iniciar o processo natural de cicatrização no local dos tecidos lesionados dentro e fora da articulação. Ou seja, aumenta no local da injeção, a concentração plaquetária e de fatores de crescimento capazes de reparar o tecido.

MSD_Fatores_Cresc_Prolo

Fatores de crescimento nas plaquetas e seus efeitos.

De acordo com artigo da Associação de Medicina Física e de Reabilitação, as mudanças decorrentes da aplicação das injeções quase que dobram a capacidade regenerativa dos tecidos que não são vascularizados.

Isto ocorre no mesmo instante em que o leito capilar se dilata após a lesão. Todavia, este leito capilar apresenta nova diminuição em menos de duas semanas.

Deste modo, para a manutenção da capilaridade do tecido em questão, uma bateria de injeções de proloterapia ao longo do tempo mantém a atividade reflexa, esperando-se que, deste modo, ocorra o fortalecimento dos tecidos acometidos e a volta do tônus e de sua elasticidade ao que era antes.²

É possível que no início do tratamento haja edema branda e temporária, bem como alguma rigidez. Alguns pacientes percebem a melhora logo nas primeiras sessões, enquanto outros citam melhora após cada sessão. Pesquisas mostram que mais de 80% das pessoas tratadas com proloterapia reportam resultado bom ou excelente.

Muitos têm melhora permanente e voltam a ter qualidade de vida na forma de: aumento da qualidade do sono, possibilidade de caminhar normalmente sem dor, curtir atividades de lazer, e voltar a praticar esportes. Adultos com dor sintomática de joelho, relatam melhora na sua qualidade de vida acima daquela obtida com injeções de soro ou exercícios de joelho.³

Pessoas com dor na coluna aguda melhoram com tratamentos conservadores (não-cirúrgicos) dentro de 6 a 8 semanas e não precisam de mais tratamento.

Níveis de dor, rigidez e crepitação antes e depois proloterapia

Os gráficos mostram resultados de estudo com número de pacientes tratados e níveis de dor, rigidez e crepitação antes e depois da proloterapia. Before= antes. After=depois. Fonte: www.journalofprolotherapy.com

 

Apesar da eficácia da proloterapia, para evitar possível intensificação das dores ou qualquer outra complicação, deve-se procurar um profissional experiente e devidamente treinado para realizar a terapia. Na prolo, exames posteriores devem ser feitos para o acompanhamento da regeneração das lesões.

Tenham todos um ótimo dia!

Referências

¹http://www.annfammed.org/content/11/3/229.full

²http://abmfr.com.br/index.php/noticias/54-proloterapia-como-tratamento-para-a-osteoartrite-do-joelho

³http://www.journalofprolotherapy.com/index.php/the-case-for-utilizing-prolotherapy-as-first-line-treatment-for-meniscal-pathology/


II Hands-on Cadaver Workshop

12 nov

II Cadaver Workshop Miami 2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Começa hoje no M.A.R.C. Center em Miami, EUA, o segundo hands-on cadaver workshop do WIP e SOBRAMID.

Médicos de vários países da América Latina participarão do treinamento este ano. Devido ao estrondoso sucesso do workshop no ano passado e a busca pela educação contínua em medicina intervencionista da dor, o número de vagas foi aumentado de 32 para 75 vagas, sendo todas preenchidas.

Além disso, teremos um feito inédito nem seguida do workshop que é o primeiro exame para Fellow of Interventional Pain Practice (FIPP) em espanhol.

Desejamos um bom workshop para participantes e palestrantes, e boa sorte para os examinandos!!

 

Convidamos os profissionais médicos a visitar sempre nossa página de eventos para saber dos cursos e acontecimentos da área.


Fotos II Congresso SOBRAMID

2 nov